A História de Mim, por Evan Rosier.

Aristocracia. Talvez se Evan Rosier, ou melhor: eu, morasse na França, seria a este “grupo” que eu pertenceria. Digo isto porque, apesar de derivar do grego, a palavra me remete aos metidos franceses que tanto odeio. Nem de longe, mesmo sendo, me defino como um aristocrata. Acho apelativo. Como se eu precisasse de uma definição para me destacar. Mas as pessoas me definem assim. E daí, neste ponto, isso é bom. Porque conclui: Eu tenho o destaque. E veja bem: se isso lhe parece confuso tape os ouvidos. O que vem por aí é ainda mais.

Certo, você quer saber sobre mim… E vai. Mesmo que se arrependa depois. Ou durante… Quem sabe?

Nasci em Londres, of course. “Berço de ouro” seria modéstia e incorreto. O mais coerente e literal seria informar que nasci em um berço de carvalho francês (Ora, que ironia.) com detalhes folheados a ouro e cravejado de brilhantes. Os Rosier, como bem se sabe, sempre foram, são e serão podres de ricos. Sim, podres, podres em quase todos os sentidos da palavra e em quase todas as suas aplicações. Digamos – de uma forma mais suave – que nós nunca nos importamos com sentimentalismos ou com o senso humanitário antes de fazer algo que aumente nossa fortuna. Eu, durante a infância, nunca precisei de um movimento maior do que o necessário para agitar um sininho (sempre ao meu lado) para conseguir o que quisesse, ou talvez nada mais do que uma chantagem emocional com meus pais. Sim, entre nós havia sentimentos. E estes, sim, importavam. Bem, foi assim até Hogwarts.

Meus magníficos onze anos chegaram e com eles a descoberta de que eu poderia conseguir tudo o que eu quisesse de uma forma ainda mais fácil: Agora bastava eu agitar um pedaço de madeira escura e roliça de vinte e nove centímetros e três quartos, dentro do qual um senhor velho e de barba branca me dissera, em uma lojinha atulhada de caixas, existir um único pêlo de unicórnio macho, assim como em outras varinhas. (Só acreditei depois de quebrar uma delas e ver o fio branco prateado.) Quando saí da loja o velho me olhava estupefato, assim como a loja quase inteiramente destruída (experimentei 78 varinhas até encontrar a minha) e meu pai ria divertido ao meu lado. Aquele ano também serviu para que eu descobrisse que certas pessoas não podiam tocar sininhos para conseguir croissants no café da manhã. Tal absurdo fez com que tais pessoas caissem tanto no meu conceito que se tornaram alvo de alguns dos meus feitos (ou malfeitos) mais impressionantes.

Bem, os anos foram se passando e eu descobrindo novas coisas. – Ah, sim, esqueci de mencionar que um chapéu esfarrapado gritou “SONSERINA”, antes mesmo de tocar minha cabeça no primeiro dia de escola. – Fiz amigos, encontrei idéias, usei a varinha e o pelo dentro dela para dar vazão a algumas fantasias… Principalmente depois de descobrir “Imperius”, que eu já dominava com perfeição ao final do terceiro ano.

Lembra-se quando falei que descobri poder tudo que quisesse agitando um pedaço de madeira? Eu fiz isso… A puberdade me trouxe desejos incríveis… Os prazeres que se descobre são tão viciantes… Eu simplesmente me rendi a eles, de todas as formas.

Tornei-me um garoto bem constituído. Fora aquele garoto Black, ou talvez o Riddle, poucos competiam comigo. Aqueles primeiranistas, meninos e meninas tão lindos, inocentes e puros, não resistiam a minha beleza… ou ao meu poder. Ainda desconheciam o pecado e mesmo assim o sentiam começar a queimar-lhes a carne quando me viam… Almas perfeitas. Perfeitas para se devorar. Mas não me veja como um monstro, eu até fui caridoso: dei a todos eles a oportunidade de estrear em grande estilo. E eu quase nunca fiz muito esforço… A maioria se rendia a mim, eram atraídos como abelhas pelo mel. Todavia eu ainda gostava do Imperius, só para que fique claro. E você entenda isso como quiser.

Eu ainda gosto.

Desde que saí de Hoggy, desde que o Lord me incluiu entre seus aliados… Não é por árduo trabalho e esforço, nem por acaso do destino que consegui a influência que tenho. Como disse já há algum tempo, posso conseguir tudo facilmente agitando meu pedaço de madeira escura e roliça.

Boêmio, mimado, pervertido, maníaco e sedutor.

Prazer, sou Evan Rosier, mas não espere muita coerência de minha parte.

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