à lupina

f.

O sabor languido e selvagem dos teus lábios há de apagar quaisquer lembranças e fazer desaparecer os fiapos de desconfianças que por ventura eu tenha quanto ao teu passado, quanto aos teus propósitos. Substituindo pensamentos por sentimentos, pelo desassossego, pela inquietação que me causa a tua falta. Teu beijo atiçou meu corpo, e conseguiu embaralhar meus pensamentos. O fulgor mefistofélico do teu olhar, mesmo que ante a luz da lua, seja cheia ou não, há de me manter viciado em teu azul, há de fazer-me viciado em ti. E este vício que trucidou meu instinto, que me rendeu ao calor do teu corpo e ao cheiro da tua pele, este vício há de fazer-me admitir, indo contra o lamento do bom senso, contra cada protesto da razão, que te desejo e que te quero e que necessito sentir tuas formas deslizarem pelas minhas mãos, teu corpo grudado ao meu, ouvir o som de tua voz pronunciada em murmúrios arrepiantes ao pé do meu ouvido. Vicio que te rendeu meu coração, e condenou minh’alma perpetuamente, a clamar pela tua.

;entendes…
z.b.

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